Versão online publicada em 13/01/2016 (http://seer.ufrgs.br/paraonde)
Resumo: No presente artigo busca-se refletir sobre a experiência de um processo de mapeamento junto à comunidade do assentamento Roseli Nunes, em Mirassol do Oeste (Mato Grosso, Brasil), indicando a possi- bilidade histórica de produção de uma cartografia camponesa que, em vez de propor o adjetivo “camponês” como indicativo de uma nova “categoria de cartografia”, revele a relação entre a luta de classes e a produção do espaço agrário brasileiro forjada no atual modelo agrícola baseado no monocultivo concentrador de terra e renda, na subordinação do trabalho e da terra camponesa ao agronegócio, defendendo o modelo da agricultura camponesa de produção de alimentos.
Palavras-chave: Cartografia camponesa, teoria crítica das representações, mapa como instrumento de luta